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Editorial
A receptação na aquisição de um veículo com sinais identificadores adulterados
 
Sabe-se que por trás de um veículo adulterado há, no mínimo algo de errado, algo de imoral. Que motivo levaria alguém a adquirir alguma coisa eivada dessa mácula? Já que moral é uma idéia coletiva! Receptação grosso modo, dá-se quando uma pessoa adquire o objeto de um crime. Não é porque não foi o adquirente que cometeu o roubo/furto em que tal bem em questão seja o objeto, que essa pessoa não esteja cometendo um crime também. Está sim! Mais uma vez, diga-se: Receptação!
Uma reflexão bem superficial coloca em xeque, o "amor ao próximo", a preocupação com o bem estar da sociedade como um todo. A atitude de um indivíduo retorna para ele, ainda no seio social, da mesma forma ou potencializado! Esse tipo de atitude que paira no inconsciente coletivo da população como algo "normal", mas que na verdade é do mais sensível conhecimento de todos como sendo algo errado, fomenta a criminalidade e em suas mais variadas formas estimula-a.
O senso de "esperto" às custas dos "bestas" torna a sociedade que com ele comunga, como um todo, criminosa. A "falta" de cautela com a origem de produtos adquiridos é também causa/consequência da criminalidade que assombra o próprio adquirente displicente e alcança seus familiares, suas pessoas queridas... .Um círculo perfeito! Alguém é lesado, não se disse "alesado", e alguém lesa, para que outrem a adquira, também (por que não?) causador dessa lesão. Espera-se que o primeiro não seja nenhum de nós. Nunca!
Se existe a "lei do retorno", por que não seguir o velho ensinamento "não desejar aos outros o que não se quer para si mesmo"?

DPC Carlos Vieira.
 
Fonte: Redação Folha

 

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