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Redação online - Atualidade
Crise preocupa empresários de Santana do Araguaia
 
O mês de julho sempre foi, economica-mente falando, considerado negativo pelo empresariado de Santana do Araguaia. Porém, o de 2010 na opinião de 95 % dos proprietários de lojas comerciais, profissionais liberais, autônomos e empresas prestadoras de serviço, está sendo o pior nos últimos cinco anos.Ruas e Avenidas praticamente desertas, lojas sem clientes, agências bancárias vazias e muita inadimplência constituem o cenário estarrecedor reinante no Município.
Os estudiosos do fenômeno creditam em parte esta situação ao período de férias escolares e à temporada de veraneio que leva muita gente a curtir as maravilhas das areias e as ondas do Rio Araguaia, no polo turístico do Distrito de Barreira do Campo.
Alguns empresariados entrevistados, bastante preocupados com o futuro econômico do Município, aconselham muita prudência nesse momento.
“Esta crise que se agiganta a cada ano que passa e em especial nos dois últimos, somente será superada com a instalação de novas indústrias em nosso município, o que acho praticamente impossível acontecer em virtude dos problemas de infraestrutura reinantes como, por exemplo, com energia elétrica e telefone”, comentou um dos entrevistados.
“Percebo um gradual empobrecimento de nosso povo. Fico preocupado quando ouço colegas meus preparando as malas para mudar para outra cidade. O grande número de imóveis comerciais com placas de “ vende-se” e “aluga-se” são fortes indícios da desaceleração de nossa economia”, disse o comerciante Anízio Borges.
“O pior é que em nosso município não existe uma entidade de classe disposta a fazer uma mobilização reunindo, empresários, profissionais liberais e prestadores de serviço para discutirem as causas desse marasmo e propor saídas para a crise. Se esse clima de desunião onde cada qual a sua maneira tenta se safar, perdurar, todos sairemos perdendo”, lembrou o empresário Antônio Catrini.
“É notório o clima de pessimismo reinante no município de Santana do Araguaia. E essa onda é contagiosa. Precisamos de um forte antídoto movido a esperança para que a coisa mude. Se continuar desse jeito a quebradeira vai ser geral.”, frisou o artesão Mário Gurjão.
 
Fonte: Redação Folha
 
Data: 7/29/2010
 

 

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